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terça-feira, 13 de outubro de 2015

13 de Outubro

Cruz templária - source.
Aqui está um dia que me diz muito. 

Parte importante deve-se, claro, àquela longínqua Sexta-feira 13 de 1307, quando todos os templários em França foram presos por ordem do rei Filipe IV, o Belo. Suspeita-se que tudo começou numa das várias revoltas populares ocorridas na altura em França, devido à complicada e frágil situação financeira do Reino, e às consequentes acções de "partir a moeda" obradas pelo Rei. 

Durante uma dessas revoltas o Rei escondeu-se na Comenda da Ordem em Paris, onde terá visto inúmeras pedras e metais preciosos. A sua cobiça começou aí. 

Usando o carácter directo, frio e de poucos escrúpulos de Guilherme de Nogaret, que havia sido absolvido sob condições estranhas pelo Rei pelo crime de heresia - por ser albigense (o auto-correct quer que escreva albicastrense aqui, awesome!) - o Rei conseguiu colocar um papa Francês no trono do Vaticano, Clemente V. 

 Este papa viria a ter uma posição maioritariamente passiva em relação a todo o Julgamento dos Templários, delegando para Filipe IV o poder de julgar a Ordem, poder que era do ponto de vista jurídico, plenamente papal. 

Na altura a Ordem do Templo não tinha possessões no Outremer e a sua reputação junto do povo não era das melhores... A expressão "Bêbado como um templário" (ou templeiro, se quisermos ser preciosistas, templário é uma adulteração relativamente recente). O Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay, tentava arranjar apoios nas cortes europeias recusando-se a acreditar na perda da Terra Santa. O Rei Filipe IV chamou-o insidiosamente a Paris sob o pretexto de dialogar. O plano já tinha sido colocado em marcha. Guilherme de Nogaret tinha enviado cartas seladas a toda a França com ordens, e a indicação de só poderem ser abertas no dia 12 (ou 13, na verdade não me lembro disto de cor) de Outubro. Esta terá sido de resto das maiores rusgas policiais de todos os tempos! 

Então numa Sexta-feira, dia 13 de Outubro de 1307, os templários foram presos por toda a França, tendo Filipe IV enviado missivas aos reis de Inglaterra, Portugal e Castela e Leão para fazerem o mesmo, indicando-lhes ainda que as possessões dos templários eram na verdade francesas. Ahahahahahahha. :) 

 Julga-se que vem daí o mito do azar e da Sexta-feira 13. Também um lote importante de lendas sobre o tesouro dos templários, sobre o destino de muitos cavaleiros,... até mesmo sobre a morte em circunstâncias estranhas de Filipe IV e Clemente V. Não me vou alongar mais aqui. :) 

Neste dia sucederam mais coisas interessantes: 
- A primeira pedra foi colocada na que viria a ser chamada "Casa Branca". 
- Milhares de pessoas testemunham o último milagre de Fátima - Milagre do Sol - em 1917, na Cova de Santa Iria. 
- Nasce Luísa de Gusmão, espanhola e descendente de Afonso Henriques, viria a casar com D. João IV, primeiro Rei da IV Dinastia. Lembro-me desta porque ando a ler imensas coisas do período. Esta mulher foi fulcral na Restauração de Independência e não tem o crédito que deveria ter na nossa história. Sob a sua regência após a morte do marido foram conseguidas grandes vitórias sobre os espanhóis e ela soube rodear o filho - Afonso IV, supostamente sofria de doença física e mental - de excelentes conselheiros.

Curto estas m*rdas,
Kenny.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dumouriez - An account of Portugal - 1766

Enquanto fazia as minhas pesquisas encontrei um excerto que achei engraçado num livro escrito pelo General Dumouriez, um general francês, em 1766: An account of Portugal.

O autor passa o livro todo a rebaixar os portugueses e até mesmo os espanhóis e o tradutor avisa que removeu palavrões e adjectivos depreciativos para não indignar nenhuma das duas nações. 

No entanto achei o seguinte excerto interessante. 

General Dumouriez - source wikipedia!
It is with astonishment we read in the page of history that the Spaniards have almost always been beat by the Portuguese. On a near examination of the two people, it appears that a greater degree of contempt than hatred subsists between them. This contempt of the Spaniards does not, however, appear to be consistent with their fatal experience of Portuguese valour. It seems to be an innate infatuation in the Spaniards to afford such a certain advantage to the Portuguese, who must be subdued, without resource, by the arms of that courageous people, if they employed in their wars against Portugal the same understanding that they manifest against the other nations of Europe, whom they respect more. It appears also from history, that this contempt does not arise from any predominant principle, but is itself the fundamental cause of that continual disgrace which the Spaniards have suffered whenever they have carried their arms into Portugal. 

Este general passou os anos de 1765 e 1766 em Portugal e apresenta no livro uma descrição negra e bastante parcial dos portugueses. No entanto tudo o que implique franceses é do bom e do melhor... Custa, mas ler diferentes fontes de diferentes países é sempre bom, permite cruzar dados e entender diferentes pontos de vista. 

Very f*cking interesting,
Kenny.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Feira Medieval


No fim de semana passado realizou-se uma feira medieval em Castelo Branco e inseridos nela alguns  espectáculos: tomada do castelo, cantos gregorianos e justas. Houve ainda animação com música de época (folclore não é exactamente medieval, mas sendo algo de regional eu até aceito), animais (cavalos, corujas, burros...) e imensas barracas de comes e bebes e venda de tralha. 

Se calhar é importante salientar que a feira se realizou no castelo, naquela que seria a alcáçova da fortaleza de Castelo Branco

No Sábado realizou-se uma teatral tomada do castelo, teatralizada por vários grupos de Santa Maria da Feira, de uma forma divertida e cativante. O problema para mim não foi o grupo em si, não foi a música épica que colocaram enquanto os mouros atacavam, não foi o facto de não usarem as designações de épica (templeiros e almoádas), nem sequer foram as falhas no sistema de som que impossibilitavam de ouvir excertos dos diálogos, foi a impressionante imprecisão histórica do que foi dito. Não  me estou a referir a fatos, embates ou armas, não falo de nada do que envolva logística, falo do que foi dito pelo actor que personificava o mestre templário. 

Este texto foi-lhe claramente colocado na mão, não espero que alguém que vem de Santa Maria da Feira (lovely place btw) saiba o que quer que seja sobre Castelo Branco. Primeiro falou da doação da Açáfa como início da história templária de Castelo Branco, indicando os 945 anos de história templária da cidade (nem me dei ao trabalho de fazer a conta matemática, é óbvio que está errada), depois quem atacou a fortaleza de Castelo Branco, capital templária, foi Almançor, que eles chamaram de al-Mansur - a sua forma original.

Este homem foi o responsável por reconquistar tudo o que Portugal tinha conquistado a sul do Tejo (na verdade, Évora safou-se estoicamente), como represália à conquista por D. Sancho I do castelo de Silves. Este al-Mansur esbarrou num senhor grão-mestre templário chamado Gualdim Pais, com os seus 72 anos, no castelo de Tomar em 1190, dando origem à Porta do Sangue e a um monte de outras lendas e histórias que enaltecem o espírito de tal mestre. 

al-Mansur retirou nessa data para o outro lado do estreito, voltando apenas a atacar a península quando se sentiu ameaçado pelos castelhanos, tendo-os derrotado em 1195 na Batalha de Alarcos, onde ganhou a alcunha pela qual é conhecido, al-Mansur, o Vitorioso. Depois disso, firmou a paz com toda a gente e voltou para a pátria, onde tinha o plano de construir a maior mesquita do mundo, a mesquita de Hasan. Morreu antes de conseguir concretizar esse sonho em 1199.

Eu sei que estou a ser aborrecido, mas aguentem só mais um pouco!

Castelo Branco só começou a designar-se Castelo Branco numa carta (na verdade, uma bula) enviada aos templários pelo papa, onde este ratificou a posse dos templários desta e de Rodam - hoje Vila Velha de Ródão - por volta de 1245. O foral de Castelo Branco data de 1213 ou 1214 - esta data é imensamente discutida - e doação deste terreno aos templários ocorre na mesma altura ( veja-se que a doação da Açáfa não tem nada que ver, visto que os templários não popularam a região como deveriam e como tal tanto o nosso primeiro rei como o D. Sancho I procederam a inúmeras doações ).

Anyway, obscuridades históricas à parte dá para perceber que Almançor morreu muito antes da altura em que Castelo Branco era efectivamente Castelo Branco, a capital templária das Hispânias (Portugal, Leão e Castela).

(Sinceramente não sei se se escreve almoádas ou almôadas, portanto escolhi uma ao calhas recorrendo a uma moeda!)

E sim, isso chateou-me. 
Kenny.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Yuri Gagarin

O dia de hoje marca 50 anos desde que a União Soviética colocou um homem no espaço. Yuri Gagarin foi esse herói, elevado ao estatuto de semi-Deus pelo regime e falecido anos depois num acidente aéreo mal explicado.

Existem imensos mitos à volta desta personagem absolutamente histórica, e imensas curiosidades interessantes.

Se o espaço é a última fronteira, ele foi o primeiro a cruzá-la.

50 years that changed the world,
Kenny.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

História Albicastrense

Vista interior da alcáçova de C. Branco
Como todos os 4 ou 5 internautas que me lêem sabem, há já quase um par de anos que ando envolvido num projecto que visa construir um modelo 3D da cidade de Castelo Branco, usando depois esse modelo num jogo que seria o Use Case de uma Tecnologia bastante complexa que andava a desenvolver (seria porque com a compra da Sun pela Oracle não sei qual é o futuro da tecnologia Java). Este projecto avança, apesar da Tecnologia mudar completamente... mas isso são contas de outro Rosário. : )

Em consequência deste projecto encontrei inúmeras informações que considero relevantes para a história da cidade, inúmeras informações que vão desde a Proto-história ao Século XIX. Para divulgar estas coisas interessantes criei um novo blog, a conselho do Albicastelhano, com o título História Albicastrense.

Como várias vezes refiro aqui, o meu tempo livre é escasso ou nulo, muitos dos posts que aqui (aqui = Kenny's Home) coloco são feitos ao fim de semana e agendados para certas datas... e estou envolvido em imensos projectos completamente alucinantes, interessantíssimos que podem mudar a minha vida de forma fantabulástica. Portanto não vou poder colocar postagens nesse blog tantas vezes (ficaria satisfeitíssimo com a taxa de produção de dois posts por mês), pois estou a escrever verdadeiros testamentos, à lá artigo científico, chegando ao cúmulo de usar a metodologia científica que os discentes dos Mestrados de História / Arqueologia usam.

Como aliciante tenho dois textos preparados, que só precisam de fotografias (que serão tiradas mal o tempo ajude), e tenho inúmeros textos que vou construindo conforme vou encontrando / confirmando as informações que são pertinentes.

Aviso que sou estudante, não tenho qualquer tipo de income neste momento, o tempo livre é quase nulo, e se não fosse a obsessão que me domina neste assunto, nunca levaria isto para a frente.

Portanto aqui fica a publicidade:
http://HistoriaAlbicastrense.blogspot.com

Non nobis Domine, non nobis, sed nomine Tuo ad gloriam,
Kenny.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um problema espanhol

Escudo da União Ibérica (fictício)
O problema espanhol é Portugal:


46% dos espanhóis, quer ver Portugal acabar (2006)


España y Portugal... ¿Un sólo país? (Outubro 2006)


¿Accederias a una unión con Portugal? IBERIA.... (Setembro 2010)


Portugal é um país pacífico, que se tentou sempre afastar de tudo o que era guerra, mas que muitas vezes se viu obrigado a defender-se ou a defender os seus interesses... fomos sempre uma potência comercial e diplomática, habituados a levar na pá e a combater contra hordas de inimigos em número superior. Não fomos nem somos uma potência militar. Apesar disso fartámo-nos de guerras... vejamos...


Nos inícios da Portugalidade, D. Afonso Henriques atacou Leão e Castela várias vezes. Assinava tratados de paz com os Mouros durante períodos de tempo, e voltava a máquina para os nossos vizinhos cristãos, que não gostavam do jovem Reino Português. Com o Tratado de Zamora de 5 de Outubro de 1143, Leão considerou-nos um país independente. Leão! Mas até 1179, altura em que o Papa reconhece Portugal como Reino soberano, com a bula Manifestis Probatum - recebendo o Papa uma renda anual - Leão criou mais problemas que outra coisa. Temos que ver que Castela, tal como Portugal, começou por ser um condado e apesar de ser um Reino por esta altura, era um Reino vassalo de Leão, partilhando o mesmo rei.


D. Dinis I - O Trovador
Houve sempre alguns conflitos por povoações da fronteira, e pelo Algarve, mesmo com a assinatura do tratado de Alcanizes (1297, que formou a actual fronteira portuguesa mais Olivença), os portugueses e os leoneses (então já eram denominados castellanos, devido à herança que Fernando III, O Santo, recebeu do pai - Reino de Leão - e da mãe - Reino de Castela, em 1230, formando o Reino de Castela e Leão, que com o tempo se tornou apenas Castela) não se tratavam exactamente bem. Basta ver que Castela se imiscuiu na questão da sucessão que opunha D.Dinis D.Afonso. com o irmão


Saltemos para a Crise de 1383-1385, aqui a intervenção espanhola é reconhecida mundialmente, os espanhóis contam que foi uma vingança por D.Fernando ter tentado, em 1368, subir à Coroa de Castela.


Como nota, João de Gante (John of Gaunt), pai de Filipa de Lencastre (que casaria com D.João I) e aliado de Portugal, era com Fernando I de Portugal pretendente ao trono de Castela, devido ao seu casamento com a filha do anterior rei castelhano. Este personagem foi responsável pelo Tratado de Windsor, que é o mais antigo do mundo ainda activo! O trono castelhano ficou, no entanto, na posse de Henrique da Trastâmara.


Toda a gente conhece a história da Batalha de Aljubarrota, o que se calhar não sabem é que no seguimento desta Portugal chegou a invadir Castela, obrigando a mesma a assinar um tratado de paz em 1389 que duraria 6 anos. Acabou por ser permanente com a morte do rei castelhano em 1390.


Portugal esteve depois quase um século sem chatear ninguém, até que Castela teve outra crise monástica e Afonso V, o Africano, casou com a filha do Rei falecido, por forma a se meter onde não era chamado. Levou uma malha em Toro (fontes consideram isto uma vitória táctica portuguesa, mas nós é que retirámos portanto...) e abdicou do trono português em favor de D. João II, que viria a iniciar um império.


D. João até assinou um tratado com Castela em que o seu filho poderia herdar tanto Portugal como Castela e Aragão (coroas que entretanto tinham sido unidas por casamento), mas este filho morreu muito novo de forma estranha... : s Algo semelhante ocorreu depois com o filho de D. Manuel I. lol.


Figura bem antiga com o Brasão Monárquico do Reino de Portugal.
Depois chegou 1580 e Castela nem precisou de muito para unir as Coroas, tinha o apoio da Alta Nobreza portuguesa, apoio este comprado com promessas. Os primeiros Filipes nem foram maus para Portugal, sendo o episódio mais negro a Armada Invencível, em que as naus portuguesas eram das melhores, mas foram capitaneadas por castelhanos... que só sabiam atacar à aborgagem e não da forma correcta, aproveitando os canhões para guerra 'à distância'. D. Filipe III de Portugal aumentou impostos, começou a tratar o país como uma região, e quando ordenou aos portugueses que enviassem apoios para lidar com a Revolta na Catalunha, o país revoltou-se.


Depois entre 1640 e 1668 houve inúmeras batalhas entre ambas coroas. Portugal ganhou as que conheço. : ) Depois em 1704, Portugal viu-se entre a espada e a parede e escolheu a parede - Aliança Inglesa, Austríaca e Holandesa. As adversárias eram a Espanha e a França, que juntas tinham bem mais poderio que a Aliança. Mas Portugal (que no início do conflito até estava ao lado da França) teve de escolher o outro lado porque senão ficava sem colónias. Literalmente, visto que Ingleses e Holandeses dominavam os mares e os Portugueses tinham uma fraca marinha militar. O problema nesta altura era a Sucessão Espanhola. Filipe V de Bourbon atacou Portugal como represália em Maio de 1704. O Marquês das Minas retaliou e a nossa soberania não foi posta em causa. Esta Guerra terminou em 1715 com a assinatura do Tratado de Utretch, que é tido como o nascimento oficial de Espanha (o nome Espanha já era usado até antes da Unificação Ibérica de 1580, mas só apartir deste tratado se torna oficial).


Em 1762 algo de semelhante aconteceu, no contexto da Guerra dos Sete Anos. A Espanha atacou e o Conde de Lippe conseguiu impressionantes vitórias tácticas (não houve qualquer batalha nesta guerra, daí que se chame Guerra Fantástica, e que eu refira vítórias tácticas). Depois vieram as invasões francesas que nem vale a pena elaborar, seguidamente seguiram-se as Guerras Liberais (tanto a portuguesa como a espanhola, no qual ambos países meteram a colher na sopa do vizinho) e aparentemente terminou por aí a oposição Espanha Portugal.


Ou não!


Recentemente um historiador espanhol trouxe à luz planos para a invasão de Portugal elaborados por Franco! Parece que foi o Hitler que o dissuadiu (estranho hu?!). Depois do 25 de Abril a Espanha também pensou em invadir-nos, devido a um monte de factores, chegando a pedir auxílio aos Estados Unidos. Foi por esta altura que os US of A começaram a fornecer material militar aos espanhóis, tendo eles o material bélico marítimo que têm graças a essa colaboração.


E este post todo pretendia ilustrar as desavenças que têm existido entre Portugal e a manta de retalhos que é a Espanha. Em Portugal não há Partidos Regionalistas com representação, na Corunha elegeram 17 deputados de 60 (acho que são 60)... e a Corunha não é o País Basco ou a Catalunha!! 


Brasão da República Portuguesa.
Portugal é uma nação-estado, com uma cultura bem definida, e com fronteiras bem definidas à já vários séculos. Temos os tratados mais antigos do mundo, a fronteira mais antiga do mundo, a única casa realCasa Real de Bragança, se é que há veracidade na linha de sucessão oferecida pelo D. Duarte) - visto que o rei Juan Carlos II é da casa de Bourbon, francesa - e ainda cá estamos apesar de tantos países nos terem tentado deitar abaixo ao longo do tempo. ibérica (


A Espanha não passa de uma pequena federação de Reinos, onde só o Reino de Castela tem preponderância, e os restantes reinos são lentamente absorvidos pela cultura castelhana. É uma verdadeira manta de retalhos... em Portugal há duas línguas oficiais, o Português e o Mirandês. Em Espanha há o castelhano. Ponto final.


E tanta gente a querer ser espanhola!
Kenny.


PS: Atenção, eu tenho inúmeros amigos espanhóis, e acho a Espanha um país engraçado, com o qual temos várias semelhanças. Mas quero salientar que Portugal não é Espanhol. E espero que nunca seja, tal como não desejo anexar a Espanha. Recordo que ainda hoje há conflitos diplomáticos devido a Olivença, reconhecida por Espanha em 1815 como Portuguesa, e recordo também que o Jorge Sampaio foi obrigado a ir até às Ilhas Selvagens para confirmar a soberania portuguesa nestas, pois os espanhóis chegaram até a ir lá de helicóptero com uns marines, recordo ainda que aquando da crise com o Prestige a Espanha tentou rebocar o petroleiro para águas portuguesas, tendo sido a marinha e a força aéreas deste nosso país accionadas e planos para disparar sobre o petroleiro efectuados. Enfim... agora é mesmo ponto final. lol.