quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Disclaimer

Relendo as minhas últimas mensagens pareço um emo: triste, deprimido e suicida. O problema é que só tenho escrito aqui quando me sinto em baixo, é uma forma de exorcizar demónios e libertar-me de amarras emocionais que me prendem o raciocínio.

Essas mensagens fizeram com que recebesse longos emails com conselhos, propostas e, por uma vez, algum hate mail à mistura. Amigos eu estou bem! Eu não estou exactamente sentado à espera que um milagre aconteça, com um cutelo numa mão e uma taça de veneno noutra!

Faz parte da condição humana cometer erros! So stop the hate people! Stop it!

Thanks for caring though,
Kenny.

PS: Isto foi escrito na tarde do dia 1 de Outubro.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Reviravolta

Estou de férias esta semana (sim, uma semana, usei os meus primeiros dias de férias de 2012! Yey!) e pensei usar este período para reflectir.

Eu tive uma paixão de liceu que durou anos. Anos! Quando a ultrapassei não sei, mas sei que pouco depois disso conheci aquela que normalmente seria... aquela. 

Estou farto de pensar nisso... de tentar recordar como ultrapassei a primeira.

Recordo-me apenas de convidar a segunda para um café através do mIRC (meio a medo porque me apercebi quem era e de onde a conhecia). Lembro-me de ter ficado fascinado com os seus olhos. Eram curiosos, profundos e brilhantes. Recordo ainda as bases do nosso longo diálogo, durou imenso tempo e eu saí de lá caído. Completa e inequivocamente caído por ela. Ela não. Para ela foi apenas outra pessoa interessante, outra... Já se passaram mais de 7 anos.

Nesse ano prometi-lhe que estaria sempre com ela por volta de dia 6 até dia 11 de Novembro, devido a efemérides que só a ela dizem respeito. Prometi que acontecesse o que acontecesse ia poder contar comigo nessa altura. Cumpri. Mesmo sem que ela se apercebesse, eu cumpri. Foi por essa noção medieval e cavaleiresca de promessa que voltámos a falar um par de vezes, mesmo quando a distância física e emocional parecia inalcançável.

Este ano vou quebrar a promessa.

Pensei no que fiz para ultrapassar a primeira e ... nada. Porque não fiz nada. Apenas não haviam contas pendentes ou promessas entre nós. A distância e o tempo limparam tudo sem que eu me apercebesse.

Não sou pessoa de quebrar promessas a outros, nunca o fiz, quebrei várias a mim mesmo... sendo uma delas a promessa de lutar por ela, mas há uma primeira vez para tudo.

Reparei agora na data... Por esta altura há 6 anos estávamos sentados num banco, isolado no parque, fracamente iluminado por um candeeiro, a fazer juras de amor que falharam e a sonhar com um futuro que ficará por cumprir. 

The last woman I kissed, 
Kenny.

sábado, 29 de setembro de 2012

Damn

Hoje tive medo de jogar à bola.

Para mim perdeu-se uma vida ali há duas semanas...

Acho que estou traumatizado,
Kenny.

domingo, 23 de setembro de 2012

Resquícios do Superior

Eu não ando bem, por isso não tenho actualizado isto, e não esperem isso...

No entanto hoje tropecei no meu projecto de base de dados II, feito com um colega, e deparei-me com a dissertação final:

Este projecto ocupou as vidas dos seus autores durante todo o período festivo, devido aos muitos problemas que surgiram. Estes foram sendo ultrapassados graças a algum rasgo de génio e muita pesquisa. 

Tradução: Começámos na véspera e terminámos a tempo porque sabemos mais disto que o professor.
  
Permitiu-nos entender vários aspectos de todas as tecnologias envolvidas, Oracle, PL/SQL e PHP, ganhar maior agilidade mental para ultrapassar obstáculos e criar uma relação simbiótica altamente funcional onde os erros de um eram colmatados pelo outro.

Tradução: Não aprendemos grande coisa... Eu trabalhei e o meu colega manteve o fluxo de cafeína estável. 

O trabalho efectuado em prol deste projecto incutiu em nós a definição de vários conceitos ligados a Data Warehousing, e a importância crescente deste segmento da área informática.

Tradução: Sabemos que o professor adora "Data Warehousing" portanto achámos por bem construir uma frase onde usássemos o termo.

Tivemos a melhor nota do nosso ano!
Kenny.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Faz hoje anos...

...que oficialmente perdi. Perdi o quê? - perguntar-se-ão os leitores - Perdi tudo!

Pelo menos foi assim que interpretei a situação. Vi como o que fora construído não valia de nada, como não há nada que valha a pena quando a única coisa em que confiamos falha. Era o meu suporte moral, um telhado em que me abrigava, o meu confessionário privado, era o meu tudo.

Ver isso assim é extremo - claro! dah! - mas é impossível racionalizar as coisas quando não temos um porto seguro, um refúgio onde organizar ideias. E eu tinha perdido as ideias, os planos, a vida!

Não via futuro, não via esperança e não via certamente solução. Era tudo obscuro, o mundo já não era justo, infantil e belo. O romanticismo morreu nesse dia. O mais humano Kenny que alguma vez existiu foi enterrado nesse dia e ainda hoje está desaparecido.

Enfim, não era este o caminho que queria dar a esta mensagem mas vi ontem um filme: "The Five-Year Engagement". Nesse filme identifiquei-me com o actor principal em tudo menos no final feliz. Deixou-me macambúzio, triste e sem alento.

E fez-me pensar.

Há mais de um ano que não me consigo sequer imaginar com alguém. Sempre me voltei a apaixonar pela mesma pessoa - uma noite à conversa geralmente é o suficiente para me cativar. - e nunca estive sequer perto de concretizar, de fechar o círculo.

E assim tornei-me frio. Tornei-me muito frio. E não digo com relações ou mulheres, digo com tudo. Frio, calculista, severo, frontal e sem escrúpulos. E quando se insinua em mim qualquer sentimento, depressa consigo racionalmente assassiná-lo, enterrá-lo e esquecê-lo. Ao fim de alguns tempos torna-se natural, uma brincadeira, e ao fim de anos torna-se parte de nós.

Mas pensamos.

Pensei em como me tornei uma pessoa azeda, um brinquedo quebrado, um corpo sem alma, uma luz fria, um eco distante, um Sol sem Lua quando na verdade não passo de um romântico frustrado.

Pensei se na verdade não teria sido eu o culpado. Eu é que fugi. Tentei seguir em frente, vindo literalmente parar a outro sítio...

E isso fez-me recordar.

Recordar é bom. Mas ninguém recorda o futuro. Recordar não é viver, recordar é passado, viver é o presente. Não é a recordar que se planeia uma vida, é a imaginar. A imaginação é o que nos guia. A ambição e o trabalho levam-nos a qualquer lado. E a inteligência é um excelente colchão, que nos impulsa e nos apara.

E ontem imaginei...

Começo a perder-me no imenso enredo racional que teci.
Kenny.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Descubra as diferenças

Em abola.pt:

Em As.com:

No último até têm o vídeo da entrevista.

Taco, taco, taco, 
Kenny.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Barcelona


De Barcelona apenas uma coisa me deixou surpreendido, e foi esta obra que a fotografia acima retrata.

Parece uma coisa pequena, mas é literalmente monumental.

That's what she said!
Kenny.