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Eu tenho inúmeros defeitos, alguns tento esconder (divago imenso), outros nem me importo que estejam à vista (sou arrogante para quem merece, mesmo mete-nojo), mas tenho certas qualidades. A minha infância foi passada na companhia de um irmão que me deu valores de cavaleiro medieval, e uma irmã que me transmitiu conhecimento e romantismo. Isso moldou-me e há coisas que eu não faço de forma consciente e quebrar promessas está no topo dessa lista.
Um café combinado muito tempo antes foi o que me salvou, foi o primeiro dia em que sorri depois de muito tempo, o primeiro dia onde consegui deslumbrar um futuro, o primeiro dia do resto da minha vida.
O meu cérebro ajudou a controlar o coração ferido, racionalmente fazia sentido continuar a tentar, tinha responsabilidades para a minha família, amigos que se preocupavam e alguém que me fazia sorrir.
Lembrei-me disso hoje com mais força que normalmente, pois ultimamente tenho lutado contra moinhos, mesmo sabendo que ia perder... tinha o dever de tentar! E perdi, e doeu, dói e doerá, mas não posso continuar assim. Descobri pelo menos que tenho coração, pois este fim de semana senti-o saltar quando alguém sorriu e hoje senti-o partir-se um pouco mais... Sempre os mesmos pormenores...
Neste tempo todo perdi um pouco a noção de quem sou, do que quero, e de como o atingir, algo que há menos de um mês me estava gravado no ADN. Mas aqui fica registada a minha bagagem emocional, aquilo que nunca ninguém partilha da sua própria pessoa e o meu mais obscuro segredo.
Porque a minha demanda pelo Graal ainda não terminou,
Kenny.
PS: O emprego tem corrido 5 estrelas e o projecto de final de curso tem andado devagar mas seguro. In case you're wondering. : )


