O meu
mood tem estado em
overworked já há longos meses. E tem vindo a piorar! O tempo é precioso, e eu gostava de poder comprar mais, pois pagá-lo-ia bastante bem. E dar-lhe-ia grande uso! É o problema de sermos mortais, temos sempre pressa para fazer as coisas, é o problema de sermos humanos, estamos sempre a procrastinar, constantemente insatisfeitos por alguma coisa e o tempo acaba-se, os prazos terminam e temos de ter as coisas prontas, seja de que forma for.
Há uma
Lei de Murphy que diz que nenhum projecto de engenharia é entregue a 100%, mas geralmente a 90%. E é verdade. No final deste mês vou mostrar o meu projecto aos orientadores, sei que tem falhas e tenho de as corrigir, mas também sei que é um projecto com enorme valor e tenho receio que, ao mostrar um projecto ainda diminuido, os orientadores menosprezem as tecnologias que uso e que muito trabalho me deram a implementar.
Porque juntei conceitos que normalmente estão separados e vistos como antagónicos, e uso tecnologias que os próprios professores que as deveriam leccionar desconhecem!
Ainda assim olho para o meu projecto e vejo que está partido, como a
Segunda Estrela da Morte, em construção, completamente sem graça, incompleta e feia. Por muito gira que seja a sua arma, e muito funcional, ainda é um projecto incompleto! Não é o que deveria ser, não é certamente o que o arquitecto imaginou, e não está sequer perto do seu potencial. É o que penso do meu projecto. (
btw, ambos projectos usam a mesma
metodologia).
Sou perfeccionista, o que me faz questionar se deveria mostrar um trabalho incompleto - com tecnologias fantásticas implementadas, mas cuja grandiosidade e qualidade técnica passarão despercebidas - ou fazer tudo e no fim mostrar o pacote completo, sendo que eu já adiei a demonstração várias vezes!
E é por isso que os últimos
posts que puderam ler foram programados, a minha vida tem sido bater código, testar, bater mais código, testar outra vez, intervalo para dormir e comer, recomeçar.
Porque este projecto vai-me dar uma nota, mas eu preciso é que me restaure algum do
self-pride que já tive e que agora não está tão em cima como costuma, pois não tenho feito nada que considere épico. E este é um projecto empresarial, mas eu estou sozinho, e vou conseguir entregá-lo e defendê-lo com o orgulho e a confiança de saber que todas as linhas de código são minhas, que todas as imperfeições são minhas, e todo o crédito e responsabilidade me pertencem.
Não me interpretem mal, sou feliz e trabalho bem sob pressão, mas questiono a minha metodologia diariamente.
E o meu ego, mesmo estando diminuído, vive no seu próprio Universo!
Kenny.