terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta de Natal ao Pai Natal.

Querido Pai Natal,

Foudasse!

Desculpa, mas depois de vários anos a enviar-te cartas descobri que não existes. Não arranjas uma desculpa melhor para os milhares de presentes que me estás a dever? Sabias que estás isento de imposto meu c*brão? Onde estafas tanto dinheiro!? Anda um gajo a meter bolachas e leite à frente da chaminé para alimentar um velho gordo que supostamente entra pela chaminé... deves pensar que sou parvo. Eu bem reparei que as bolachas desapareceram, mas tinhas de ir à despensa buscar as bolachas de boa qualidade não é fdp? Se não queres bolachas lambidas e com mais de 2 anos de existência começa a trazer-me os presentes. Nem te pedi nada de especial... Para quem tem renas que voam arranjar tecnologia de última geração não deve ser nada de complexo. Mas nãããoooo... só trabalhas um dia por ano, tudo isento de impostos e só me deixas 5€ na meia?! Pensas que ainda tenho 6 anos?

Ando a portar-me bem o ano inteiro, este ano não matei nenhuma formiga de propósito e todos os animais que me passaram por baixo do carro eram claramente suicidas. Este ano cheguei a tratar bem as plantas da minha varanda, cheguei mesmo a dar-lhes água... se não me trazes nada do que te pedi na lista dos anos anteriores eu juro que te espanco! Olha que eu sei onde tu dormes! O meu irmão chegou a tirar uma fotografia contigo na Finlândia à porta da tua casa... queres um conselho? Com tantos inimigos não devias publicitar tanto o sítio onde vives, não aprendeste nada com o Bin Laden?! E sabes que mais meu cabr*o? O meu irmão explorou isso e nem uma única mulher viu... Gostas de criancinhas é? Eu bem me lembro que quando eu era pequeno tu ainda trazias o que te pedia... agora já não mereço? Isso explica a quantidade de presentes abusiva que os meus amigos com cara de putos recebem. Eles não te fazem mais favores?

E os duendes? Deves receber bem porque não há duende nenhum fazer presentes, o meu irmão certificou-se disso e trouxe-me bastantes fotografias documentadas.

E não te esqueças de actualizar a lista para os tempos modernos! Em vez da bicicleta de competição quero um carro novo que não faça barulho, ou então dás-me o teu trenó e as renas, eu arranjo maneira de por essas renas a render, conheço muitos veados que iam gostar dessa oportunidade. Podes também trocar o Pentium que te pedi por um desktop QuadCore, e quero um topo de gama... não te esqueças que tens renas que voam, vêem no escuro e conseguem percorrer milhões de casas numa noite, eu quero um computador menos lento. Até pode trazer produtos Microsoft e, como me sinto bem disposto, posso até começar a usar o IE. Ainda te lembras das joelheiras que te pedi à 6 anos? Pois bem agora preciso mesmo é de um joelho novo... e tudo culpa tua bastardo!

O que me chateia é que tens um emprego de sonho, trabalhas uma noite por ano, andas bem alimentado (essa barriga denuncia-te, que tal este Natal ofereceres umas sessões no ginásio a ti mesmo? ) tens uma mulher que não te chateia ( senão já tinhas cortado essa barba e cabelo, deixaste um bocado bem grande de barba na rua à 9 Natais, eu peguei naquilo e assustei-me porque algo vivia lá dentro... não tens vergonha de andares a desalojar animais? Se não os querias na tua barba arranjavas-lhes uma casita. ) e eu bem vejo as tuas fotografias na Internet, rodeado ora de gajas bem boas ora rodeado de p*tos. Se as gajas são apenas para enganar podias ir oferecendo... Depois tens tecnologia de ponta ao teu serviço, e não partilhas com a humanidade. Tu numa noite dás a volta ao mundo e vês a casa de toda a gente... se eu numa noite chegar de casa à escola fico contente.

Depois o facto de entrares na casa de toda a gente... sabias que isso é invasão de propriedade? Se não me dás prendas este ano para o ano espero-te à porta com um bastão e depois denuncio-te por maus tratos a criancinhas. Tenho um irmão mais pequeno que vai colaborar em tudo o que eu dizer. É verdade, ele quer um carro de corrida, já lhe disse que se pode ir esquecendo disso, mas como tu gostas de p*tos ainda acredito que isso possa acontecer.

Este ano sou capaz de te envenenar as bolachas e de te cuspir para o leite. Portanto vai com cuidadinho.

Este ano avalio-te, senão te portas bem começo um clube destinado a pessoas como eu, que te odeiam. E conheço muitos.

Era para te desejar bom natal e boas festas, dizer-te que espero que não tenhas uma morte violenta, mas o papel está a acabar.

8 Xmas,
Kenny.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Onde ando? :)

Ando feliz.

Não me tenho lembrado muito disto, mas prometo corrigir essa falha brevemente.

Ando ocupado e feliz. :)

E TENHO O QUARTO ARRUMADO CATANO! :D

Happy happy happy happy,
Kenny.

sábado, 5 de julho de 2008

Litany against Fear

I must not fear. Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.

Encontrei esta fabulosa Litany Against Fear, de Frank Herbert enquanto vasculhava os primórdios do meu blog, religiosamente guardados no meu mail, com um monte de backups, metade deles perdidos e outra metade guardada no canil municipal, juntamente com os meus amigos imaginários. =p

Vou começar a postar coisas desses tempos, apenas porque posso e me poupa trabalho a escrever. : )

I'm back, I'm bad, I'm half black. And you know what ? I _am_ perfect. : >

Happy,
Kenny.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Música!

Nesta postagem venho falar de música. Andei a ouvir uma suposta demo do novo álbum dos Metallica, espero que nenhuma daquelas músicas seja real, pois estavam bem más, com muito pouca qualidade. No entanto devo referir que a voz parecia a do James mas os solos não se pareciam em nada aos solos habituais de Kirk Hammet. Espero honestamente que seja um fake ou uma colectânea de más músicas deles.

Os Metallica parece que vão abrir o novo álbum com uma versão deles da música "The Ecstasy of Gold" que costuma ser a música com que abrem os concertos ao vivo, e nem essa música nem as outras duas músicas novas que já são conhecidas (New Song & The Other New Song, a segunda pelo menos é muito muito fixe...) estão incluídas neste álbum que me chegou às mãos (literalmente caído do céu) portanto espero que seja fake. :D

Andei a ouvir Simple Plan - Simple Plan (2008), parece fixe, e também U2 - The Golden Unplugged Album (2008) que me fez gostar um pouco mais de U2. Agora a minha lista tem coisas tão dispares como The Used - Shallow Believer e Jack Johnson - Sleep Through The Static. Pelo meio há Norah Jones - The Greatest Hits, Sum 41 - Underclass Hero, K2O3 - Grita! e músicas várias de Letters to Cleo, Foo Fighters, Garbage, Presidents of the USA (a música Peaches é um clássico), Oasis e, claro, imenso punk pop (Sum 41 , Offspring, Blink 182, Green Day, My Chemical Romance, Good Charlotte, FM Static (lindo!), Allister, Yellowcard...).

Tenho de alterar a minha lista de novo, a anterior tinha a discografia de Metallica, Guano Apes, Evanescence, Nirvana, The Bloodhound Gang e vários outros álbuns de Punk, Grunge, Metal, Pop (true, true, _some_ pop...), Rock e música Clássica (Vivaldi e Tchaikovsky dominam a lista de música clássica que oiço). Agora tenho imenso punk na lista, algum rock, blues e indie. Tenho de fazer uma lista equilibrada, ou várias listas mais específicas. Agora apetece-me ouvir Along Comes Mary ou The Ballad of Chasey Lane, dois clássicos trazidos pela banda que nos presenteou com Hope You Die ou Fire Water Burn ( The Bloodhound Gang ;> )...

Esta postagem serve para responder a um desafio, quais as músicas que oiço e quais as já ouvi. Posso concluir dizendo que só não oiço Opera e Pimbalhadas. Aliás, oiço, obviamente não tenho um filtro nos ouvidos, mas não são os meus estilos de música favoritos. Também não sou de ouvir death metal puro e duro, ou pop e hip hop, mas há sempre uma música ou outra nesses estilos que se torna um hino para nós, seja pela batida ou pela letra.

Listen
Kenny

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Informática Industrial I

Eu bem disse que ia a melhoria, e fui, e tive melhor nota, como é óbvio, mas voltei a sentir-me violado. Senti que me tinham ido ao respectível (o que quer que isso signifique). Voltou a sair o único exercício que não sei fazer, que não imagino o que seja e que não faço a mínima ideia como se resolve. Foi um exercício para matar, a valer mais do que devia. Acertei 90% do que fiz e tive 12,7. Isso mesmo, 12,7. A vida mete nojo. Acabei com 13. Amanhã vou falar com o professor, não vou mandar vir, não vou ser um fdp, não vou sequer pedir a revisão da prova. Vou perguntar-lhe como raio se faz aquilo. Estou frustrado, é verdade, estou frustrado, uma menina com metade dos meus miolos teve mais que eu. Isso deixa-me irritado. Se é simples, como pode valer tanto aquela merda. Se é complicado... como é que eu não sei aquilo e ela sabe? Eu sei, estou a ser arrogante, mas estou a falar do protótipo da loira que passou 2 semanas a fazer cábulas para certo exame. E que chumbou. Só me apetece uivar.

Pelo lado positivo, vou reaver os 12€ que custou a inscrição para exame.

Party anyone?
Kenny

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A Questão do Aborto

Vou falar do aborto neste texto, portanto caso considere um assunto demasiado... err... chocante, não coloque os olhos neste post.

Agora que escrevi o disclaimer for dummies, posso escrever o que me apetece. Eu votei não no referendo ao aborto, no último, no primeiro não me recordo honestamente se votei ou não, mas se votei com certeza que foi um sim. Era adolescente e se uma mulher quer abortar é com ela.

Mas no último referendo votei não. Sim, acredito que Deus existe, não, não foi por isso nem pouco mais ou menos. O referendo não fala do papel do pai. Parece que o puto foi feito por concepção espontânea. Simplesmente aconteceu. Digo isto porque se a grávida quiser abortar, pode abortar (dentro dos tais 9 semanas, ou o que seja) mas se o pai chegar e disser: "Eu quero que tenhas o bébé, eu trato dele e tudo" ela pode na mesma abortar. Não me parece muito justo... Numa altura em que as feministas e pseudo-feministas invadem a sociedade a torto e direito, em que reclamam os mesmos direitos que o homem, acho que deviam pedir também os mesmo deveres. Elas são beneficiadas em imensas situações, não foi nem uma nem duas vezes que vi uma mulher ser uma cabra para ter benefícios. Desde deixarem o decote na cintura para se safarem a uma multa, a fazerem-se à grande e à francesa a um professor para ele lhes dar o valor que lhes falta para fazerem a cadeira, a serem beneficiadas em tudo e mais alguma coisa... São tantas as situações e tão pouco tempo que tenho!

O aborto dava poder à mulher sobre o seu corpo, é verdade, sim, é correctíssimo. Mas há algo que nisso tudo está errado, o nosso corpo não é bem nosso. Senão o suicídio e o suicídio assistido eram permitidos. O nosso corpo pertence ao estado. O estado decreta o que podemos ou não fazer com ele, caso se estejam a cagar para o estado é a religião que toma conta dele... Bonito né?! Temos de ter a noção que estamos a dar cabo de uma criança, de uma vida, ao abortar. Quando é que uma vida começa? Quando o mini-Kenny de cauda entra no óvulo da feliz contemplada? Quando o bébé nasce? Quando fala? Quando ainda feto dá um pontapé? Quando o coração começa a bater? Ninguém sabe, e ninguém com 2 dedos de testa pode dar uma resposta. Vejam isto, a menos que sejam sensíveis. Acreditem na minha palavra, se são sensíveis não abram este link.

Eu sou a favor de uma lei do aborto que proteja a mulher e que dê poder ao homem para decidir se apoia ou não a mulher. Percebo a complexidade de tal lei, percebo que tem de se chegar a um acordo sobre qual o número de semanas, mas para mim, que sou claramente um leigo na matéria, umas 4 semanas seriam aceitáveis. Há muito ainda por dizer do tema, e eu não tenho tempo nem vontade. :x

Bolas
Kenny

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Chantagem Emocional

Este post não tem nada de chantagem, mas achei que era um bom título para o que pretendo escrever. Estranho mas verdade. Sou um génio, se não me entenderem é normal, é que para além de inteligente sou convencido e escrevo um monte de merdas. É verdade, é normal, e isso faz de mim a pessoa que sou. Eu tenho uma imagem minha realista, e tenho uma imagem minha que deixo transparecer. Obviamente não são as duas iguais, num mundo perfeito seriam, mas este mundo não é perfeito.

Há pouco mais de um ano, um ano e um par de meses era aquilo a que os machos latinos chamam um "coninhas". Peço desculpa pela "asneira" mas está escrita em bom português, está no dicionário (sem o diminutivo, obviamente, senão tinham de encher um dicionário de "merdas" e "merdinhas") e como tal a palavra é aceite em sociedade. E o que é ser um "coninhas" ? Aparentemente é ser um cavalheiro com as raparigas, não olhar para decotes que não da namorada, não dizer asneiras, portar-se como um príncipe encantado. Eu reconheço, penso nisso e revejo-me, o palhaço que servia de apoio físico caso ela precisasse de cagar, não que a expressão esteja correcta ou que isso tenha acontecido, é uma metáfora...

Eu agora estou longe do "homem-coninhas" e sou o "homem-cabrão". Já é a segunda vez que ando por esta estrada. Após o desaire que sofri ao ser um "homem-coninhas" achei que era altura de mudar, aliás, não achei nada, na verdade mudei naturalmente. Da mesma forma que me tornei um "homem-coninhas" evolui (segundo alguns, para trás, leia-se regredi) para o "homem-cabrão". Se tinha a fama graças a "gajas" despeitadas, agora queria o proveito de "gajas" vividas.

Ser um filho da mãe tem imensas vantagens, mas tem imensas desvantagens. Comecei a voltar a sair com o pessoal com que saía à largos meses. Sou um rapaz directo, digo o que penso, e falo sem papas na língua, reparei que até o gajo mais perverso do grupo se chateia se passa uma rapariga podre de boa e eu grito entusiasmado: "É um 7!" Bolas, eu sei, com aquele peito ela merecia um 6, mas quer dizer, tinha um belo vestido! Depois de uma noite nestas andanças cheguei a uma conclusão, eu na verdade nunca fui "coninhas". A realidade é que me apaixonei pela coisa errada. Foi como um veado a olhar para uns faróis. São giros, ofuscam a visão, atordoam, um gajo fica abananado e é capaz de fazer coisas idiotas por muito feio que seja o carro. Eu fiz muitas, arrependo-me de imensas, mas há coisas boas, acabou e agora sou eu de novo. A culpa de ter passado para essa fase nem é minha, nem dela, são situações de vida.

Eu nunca fui eu mesmo com os meus amigos, não sou capaz, nem sei se confio nas pessoas para serem meus amigos. Não tenho confiança em nada, nem no dia de amanhã nem no dia de ontem. Sim, o dia de ontem. Não tenho a certeza que as coisas que penso terem acontecido, que recordo e sobre as quais escrevi anteriormente aconteceram mesmo. Será imaginação? Será droga? Não sei, mas sei que não confio em quase ninguém. Por vezes até de mim desconfio. Tem as suas vantagens. E desvantagens ? Bem, não há grandes desvantagens... :)

Este post era para ir noutra direcção, acabei por falar na minha desconfiança pelo mundo. Não importa, outra vez será. Posso dizer que sou o que sou porque fui moldado, por mim e por outros, assumo toda a responsabilidade por quem sou e pelo que faço (obviamente) mas não me digam que as meninas são todas santas, nem que os amigos são para sempre. Eu não acredito. Não me digam que há sequer algo que dure para sempre, nem eu nem a lei alemã acreditamos nisso. E nem usem os argumentos que o casamento é para sempre, não, não é. É até que a morte vos separe. Isto tendo em conta que a Igreja acredita ( aliás todo o Cristianismo se baseia na Ressurreição de Cristo, aliás, só isto merece um post completamente novo ) na vida após a morte. Ridículo hu?


Na verdade este post serviria para dizer que eu nunca traí ninguém, e que as verdades vêm sempre ao de cima. Depois de um mês, um ano, uma década, não me importa. Ser acusado de ter matado o Papa, de ter tirado a virgindade a raparigas que não conheço, de me verem numa discoteca gay num país onde nunca estive, ser filho do primo do avó da tia Anita de Loulé, que não conheço.... Eu tenho uma notícia a dar: eu sou humano, um génio, mas humano e erro, não erro socialmente faz muito tempo, agora tenho um cuidado extra a escolher amigos e namoradas, mas erro, e sei que vou errar e meter a pata na poça muita vez, mas no fim, toda a verdade se conhece, nem que eu tenha de escrever um livro e apresentá-lo ao mundo apenas com ele como roupa. : )

Como conclusão posso dizer que sim, sou aquilo a que as pessoas chamam "homem-cabrão" tenho as minhas opiniões e digo-as, não vou contra o que acredito por ninguém, não ando a bajular pitas apenas aprecio, sei o que quero e como o conseguir e sei perfeitamente quem quero comigo para alcançar os meus sonhos. Por outro lado, se vir uma rapariga que me desperte interesse falo com ela, digo o que penso e sou "cabrão". Não me interessa se a coisa corre bem ou mal, não a quero na minha cama, quero conhecê-la. Se ela quer cama eu arranjo-lhe um colega que agora estou apanhado. E é aqui que queria chegar, eu estou completamente apaixonado, não estou obsessionado nem vidrado numa pessoa, estou apaixonado. Não deixo de ser directo e francamente mau para a maior parte das pessoas, mas contigo sou diferente. Não sou assim. Quando estou contigo e mais alguém até posso portar-me como um "coninhas", mas quando estamos sós não podia ser "mais directo e estúpido" (aliás deves reconhecer estas palavras).

Já agora, uma nota final para os gajos: elas sonham com um príncipe encantado que as salve do dragão, mas no fim do dia o cabrão é quem as leva para casa.


"Homem-coninhas-cabrão"
Kenny